Janela de tempo

Enquanto, da porta de casa, eu atacava as rodas dos carros que passavam,
passavam, passavam por mim; passavam, passavam, passavam, enfim. O tempo passou assim. E, então, um dia acordo, olho para fora, pela janela de tempo entreaberta, e algo por dentro me desperta e me diz: é tempo das chuvas e você escreveu sua história em giz. E, por fim, tempo não há mais para ser. Tempo não há mais para perdoar os mortos, e não há mais tempo para pedir-lhes perdão. Haveria os vivos, mas, esses não sei onde estão.

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