Breve como a brisa

brisa

De repente, a brisa entrou pela janela e tocou meu ombro.

Daquele jeito em que se sente frio. Mas não se sente medo.

E ela olhou para mim daquele jeito que o céu nos olha

Quando as nuvens se afastam e tudo é azul.

E ela sorriu para mim daquele jeito que os espelhos nos sorriem

Quando a mão desembaça o vapor e tudo é claro e brilhante.

Tudo eterno por um instante. Tudo desejo conflitante.

E eu deixei ficar assim e até sorri também. O sorriso que as ilusões têm.

Mesmo sabendo que nada daquilo era verdade.

Nos enganávamos em um misto de mentira e caridade?

Apenas desviávamos, por instantes, nossos os olhos da realidade.

Em um momento breve e leve como a brisa

Antes de retomarmos nossos passos

Com os pensamentos dirigidos para a ponta dos sapatos.

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