O baralho azul

baralho azul

Há um baralho azul com o qual se joga com cinco cartas salteadas. E uma carta dolorida.

A cada partida, da primeira a sexta, pula-se a quarta que volta ao final aumentada. Com o baralho azul faz-se uma dúzia de jogadas, mas as regras não são combinadas.

Basta lembrar que a terceira é menor e a quinta é diminuta de dor. Ao jogador, a sétima dá o tom. As cartas, cada um embaralha segundo lhe dá o dom.

No baralho azul, todas as cartas são tristes, porque são feitas de canção. No baralho azul, só três reis existem. Todos pretos como as fibras do algodão.

No baralho azul, há muitos ases, de toda cor. Mas os três reis pretos são as cartas de maior valor.

No baralho azul, há um coringa de mãos alucinadas. Há prostitutas, cleptomaníacos e um inglês viciado. E há um raio encantado que está no céu entre bons bombons bons.

Há uma dama que canta Blues e traja azul, com o vento em seu vestido.
E há, por fim, um valete assim: de ouvido atento e olhar perdido.

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