Poeminha subversivo

bandeira do Brasil

Ordem não é progresso.

A ordem não conduz ao progresso. A ordem conduz à estagnação.

A ordem é estática. A ordem é antinatural. O universo é fluxo.

O universo é expansão.

A ordem exige a energia inútil que não leva à transformação.

A ordem se antepõem à transformação.

Sem transformação não há progresso.

A ordem é a forma de manutenção do status quo.

Ordem é coisa de conservador decadente.

O caos exige mais energia que a ordem. Energia de ativação.

Mas o caos é o estágio intermediário da transformação.

Tudo tende a existir na sua forma de menor energia.

Assim, após cada transformação sucessiva, naturalmente, o universo estará em um estado menos ordenado e mais econômico de existência.

Por consequência, o caos devolverá ao universo mais energia do que a tomada para transformá-lo.

Quem se apropriará de tal saldo no balanço energético é questão ainda não resolvida das relações termodinâmicas e sociopolíticas da humanidade. Dúvidas não há, no entanto, em relação ao modelo: caótico.

Energia livre e reações espontâneas.

Base da físico-química e da economia de mercado.

O caos é o motor do progresso.

O poder advém do domínio dos meios de controle social da reação. A quem detém o poder, não interessa a explosão.

O desejo por princípio, o caos como meio e progresso por fim.

Assim falou Adam Smith.

Augusto Comte é coisa de país subdesenvolvido que ainda teme Karl Marx

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