A rima e a resposta

burro de carga

Frente a estes gráficos

que me tapam a boca de pão,

onde encontrar espaço para enfiar um verso

entre a média e a mediana?

Traz da mira do meu fuzil,

como enxergar poesia

nos olhos daquele que tenha à minha frente

ou desviar o olhar para contemplar um céu de anil?

Alerta para a necessidade de eterna vigilância,

como deixar-me distrair com a sonoridade

do jogo das palavras que me encanta,

mas que não faz sentido?

E quando a sobrevivência me cobra em dinheiro,

como encontrar onde vender meia dúzia de rimas pobres?

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