O grande irmão nos protege

Graças à eterna vigilância da Rede Globo e à pronta ação do Mistério da Justiça de Temer, o Brasil está a salvo do terrorismo islâmico.

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Da Folha de São  Paulo

O Ministério da Justiça determinou em 15 de julho de 2016 a deportação sumária do professor Adlène Hicheur, franco-argelino que era professor visitante da UFRJ. O professor teria ouvido dos policiais que a medida foi determinada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

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Os agentes deram a ele uma hora para arrumar suas roupas e decidir o que levar.

Em nota oficial, o Ministério da Justiça afirmou que a decisão convinha “ao interesse nacional”.

Segundo revelou à revista “Época” em janeiro, Hicheur foi investigado e condenado por terrorismo na França em 2009.

Época e o terrorista.jpg

“Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa desta minha detenção foram minhas visitas aos chamados sites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso”.

No Rio, Hicheur passou a ser monitorado desde o ano passado por policiais e por agentes da Abin, mas não foi encontrado qualquer indício de atuação terrorista sua no Brasil. Quando a PF chegou a sua casa, na manhã desta sexta, Hicheur fazia uma conferência por Skype com outros professores.

Na França, o professor recebeu o apoio de um comitê internacional de mais de 300 membros, entre eles um Prêmio Nobel de Física.

Os bons tempos voltaram.

O professor teve indeferido o pedido de prorrogação de autorização de trabalho no país. A menos que coubesse recurso, provavelmente deveria deixar o país, mesmo.  O que espanta é desnecessidade e truculência de uma de uma ação da Polícia Federal invadido a casa do professor para levá-lo preso direto ao aeroporto e de lá à deportação.

Parece que esse é o novo normal do respeito aos direitos humanos no país, um novo normal muito conhecido pela ação da polícia do Alckmin, comanda por Alexandre de Moraes até maio deste ano. Basta lembrar os massacres não esclarecidos nas periferias e cidades operárias de São Paulo.

 

PS: os tiranetes de aldeia são sempre ridículos, mas suas vítimas não encontram motivos para deles rirem-se.

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