Lanternas cegas

maruku 2005

Olhando-te,

busquei-me em teus olhos.

Meu rosto

eles não refletem mais.

Surpreso, não me vejo

em teus portais.

Em ti, velejo

navegando entre brumais.

Ademais,

uma explicação ao menos,

um esquecimento de menos,

não encontrei jamais.

Teus olhos,

um espelho castanho.

No teu mundo,

um estranho a mais.

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2 comentários

  1. Olhos que anseiam pousar…

    Que inveja de Erato. A ela, olhos, mãos, sorrisos, tudo.

    De chorar de tão bonito o teu poema, Bardo.

    Manhã regada a SS.

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