Brincando com fatos e números.

O malabarismo necessário ao jornalismo de oposição.

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Brincando com números.

Como transformar um crescimento de 9% em uma retração de – 1%?

Suponhamos que, neste Natal, o volume financeiro das vendas em shoppings tenha crescido 9% em relação ao montante de 2014. Nada mal, considerando-se momento que vivemos, diga-se de passagem. A inflação de 2015 está estimada em torno de 10%.

Agora, junte as duas informações.

“As vendas de Natal nos shoppings tiveram queda de 1% em 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação do período”. 

É assim que a Folha apresenta os resultados divulgado pela Alshop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping.

Será que entendi?

9 – 10 = -1.

Simples assim? Aritmética barata, subtraíram do valor das vendas de 2015 o valor das vendas de 2014 corrigido pelo índice de inflação?

O que a inflação tem a ver com as vendas de Natal nos shoppings?

Não seria de espantarmo-nos se a inflação e a queda nas vendas não fossem uma consequência da outra, mas, ambas, resultados de medidas preventivas do próprio empresariado. Falar em inflação e quedas das vendas, sem falar em volume de compras e lucros, que podem ter sido muito bons, é brincar com números.

Mas dá uma manchete legal: Shoppings têm pior Natal dos últimos dez anos”.

Brincando com fatos.

Como fazer com que 18 anos de história desapareçam?

Entregue a missão para José Ribamar Ferreira – articulista dominical da Folha de São Paulo no caderno “Ilustrada”.

No seu artigo de 27 de dezembro de 2015, “Fim de uma etapa”, ele comenta a situação atual da política sul-americana e as recentes vitórias do campo da direita na Argentina e Venezuela. Traçando um perfil histórico, sai-se com esta:

O fim dessas ditaduras [as ditaduras militares na América do Sul], por sua vez, abriu caminho para esse novo populismo [os governos de esquerda (socialismo bolivariano, na sua definição); no Brasil, iniciados com Lula], que se apresentou como o oposto dos regimes militares, anticomunistas por definição.

No Brasil, o último governo militar é de 1985 e Lula chega ao poder em 2003. Ou seja, José Ribamar, sumiu com Sarney, Collor e, principalmente, FHC. Na América do Sul, além de FHC, Menem na Argentina e Fujimori no Peru, jamais existiram.

O que colocou os governos de esquerda no poder na América do Sul não foi o fim das ditaduras, foi o fracasso do neoliberalismo dos anos 90. Esse sim, sucessor das ditaduras. Mas José Ribamar, que é um cristão novo do capitalismo selvagem, não vai se ater a esses detalhes.

Delirando.

O professor Elio Gaspari acredita que encontrou a fórmula para que a presidente Dilma conduza a economia brasileira ao nível da americana, pelo menos nos que se refere ao “custo Brasil”.

Basta que ela passe a lavar as suas calcinhas no banheiro.

Talvez seja interessante um conhecido mais chegado alertar a família… de Gaspari.

PS 1: atenção antenados, ser a favor do impeachment ficou démodé. O elegante, agora,  é apoiar Dilma para garantir liberdade para o Ministério Público lutar contra a corrupção.

PS2: totalmente na moda, esta Oficina apoia o Movimento Golpe Nunca Mais.

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