Caetaneando Marilena.

Acordo versos marilenos

que nutrem minha fé

e minha fome sagrada.

Vaca profana que me guia,

bota teus cornos

à frente e acima da manada.

 

Oh! vaca de divinas tetas,

derrama o leite bom na minha cara

e o leite mal na cara dos caretas.

 

Vaca vermelha, rosa luxemburga.

Rosa vaca rubra,

das gentes sinistras pelas ruas

em sangue e fogo desgarradas.

Pela direita só a máscara

da vingança, num sorriso,

mal disfarçada.

 

O povo branco em micareta,

rezando o Pai-Nosso no Congresso Nacional,

assusta a moça bonita da cara preta,

intolerância e ódio, um horrendo carnaval.

 

Oh! vaca farta e generosa,

teu leite sano não lava a cara

da moça loura e agressiva

de faces verde-amareladas.

 

PS1: homenagem à professora Marilena Chaui parafraseando a letra da canção “Vaca Profana” de Caetano Veloso.

PS2: “A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante”. Marilena Chaui, maio de 2013.

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