A prisão de Lula é a solução para o Brasil.

Esqueçam o impeachment de Dilma. Dilma não é o problema, mas Lula na cadeia é a solução.

Em que o governo Dilma é diferente de um governo do PSDB? Os banqueiros não estão no comando da economia? A pauta do setor econômico não é a pauta do governo? Não voltaram os lucros de exuberância irracional do setor financeiro?

Dilma no governo federal até 2018 é mais adequada aos planos de levar Alckmin ao poder do que se Temer assumir o comando das máquinas administrativa ou política.

O entrave à normalização política e, por via de consequência, econômica tem um nome: Lula.

O problema é Lula. A solução é Lula. Lula Lá na Papuda.

Aí as coisas se acomodariam.

Com Lula preso, não há por que criar dificuldades para Dilma governar sem sobressaltos com o apoio tácito do PSDB. Dilma não é PT, tem um passado muito próximo ao de próceres da oposição atual. Vários de seus companheiros estão PSDB. Dilma não é uma liderança desestabilizadora e não é candidata a mais nada. FHC, aliás, já disse que Dilma é honrada.

Com Lula na cadeia, o povo branco faria um carnaval fora de época. Seria como se ganhássemos a Copa do Mundo vencendo a Alemanha de 7X1. E, com o povo feliz, tudo é mais fácil.

Com Lula na cadeia, FHC teria resolvida a sua dor de corno. Que lhe importam quantos outros cornos, além de Lula, possa ter? Lula na cadeia mostraria ao mundo que a redemocratização brasileira teve um único grande líder, o próprio FHC.

Com Lula preso, em 2018, Alckmin reeditaria a chapa PSDB+PMDB+DEM mais o resto e seria eleito em primeiro turno.

Aécio seria enviado para se resolver em Minas e Ipanema, como sempre. Serra seria o ministro da Fazenda de Alckmin e se divertiria com os “números” da privatização do pré-sal. O Brasil, com o apoio das petroleiras estrangeiras socorrendo financeiramente a Petrobras, em pouco tempo, se tornaria uma Arábia Saudita na América do Sul.

É capaz até de Mercadante e José Eduardo Cardozo, e talvez até Palocci, dependendo do seu comportamento em Curitiba, não se darem tão mal assim. O “novo PT” surgindo dos escombros de Lula. Um PT sabedor do seu lugar na oposição responsável e necessária a uma democracia moderna.

Os empreiteiros inicialmente condenados na Lava Jato seriam inocentados nos tribunais superiores. Já que restaria provado que foram extorquidos por Dirceu e Vaccari a mando de Lula. Lula condenado por domínio do fato. Haverá 92 delações premiadas corroborando esse “fato”. Reparem como os acordos de leniência com as empresas implicadas na Lava Jato já estão sendo até recomendados por Sergio Moro.

Moro assumiria a primeira vaga no STF que surgisse. A de Celso de Mello em 2020, ou antes. E por que não Dallagnol na PGR, com as graças de Deus? Na chefia do PF? Adivinhe quem? Os heróis recompensados pelos serviços prestados à causa da pátria. Vigilantes contra qualquer risco de retomada da corrupção petista. A Lava Jato tornando se um paradigma para a atuação das forças de controle do Estado.

Tudo voltaria ao normal.

Novamente estaríamos alinhados aos EEUU e com o apoio deles negociaríamos com o FMI. A redução do tamanho do Estado, com a “adequação” do Bolsa Família e do salário mínimo ao quanto o Estado tem condições de gastar e o fim de outros programas finaceiramente irresponsáveis e eleitoreiros, traria o superávit necessário para que os juros fossem pagos. O povo aprenderia a pescar e a classe média teria novamente empregadas domésticas em casa para a suas necessidades primárias e aeroportos “higienizados” para suas viagens.

Nossos jornais e revistas coalhados de boas notícias e, nos intervalos da novela, o slogan: “nunca fomos tão felizes”.

O momento atual, com as ameaças de impeachment, os jornais derramando litros de tinta de denúncias e, nas redes sociais, terabytes de ódio patrocinado, as bombas, as intimidações, a massa cheirosa nas ruas e nas varandas gourmet indignadas e as consequentes crises política e econômica, é necessário para criar o clima de exaustão que tornará palatável a solução final –  “Lula na cadeia”, sem provocar uma convulsão social. Nesse sentido, Eduardo Cunha acaba de receber mais tempo de Janot para manter o Congresso em “excitação patriótica”. E o recado: não vá além de suas tamancas.

Enfim, dores do parto do Brasil Grande. Sergio Moro, o juiz das mãos limpas, o parteiro da nação. Lula na cadeia, o fórceps preventivo e necessário.

Impeachment de Dilma?

“Smoke gets in our eyes”.

O golpe é prender Lula.

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