Junho.

Junho

para Alceu Valença e

para Antônio Ateu

 

Junho, carrancudo

como um velho avarento.

Envolto na bruma das almas

e na garoa gelada

de ensimesmado pensamento.

 

Junho, solitário da estação

contando as moedas da passagem

para o trem da primavera

que conduz ao sol do verão

 

Junho, e o ano partido

em dois hemisférios de tempo.

A vida suspensa para rateio.

O fim mediano

e o começo contido no meio.

 

 

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